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Na verdade
tudo nasceu de brincadeira, como normalmente começa um grande
amor. Duas latinhas de massa de tomate unidas por um cordão
serviam de microfone nas brincadeiras com vizinhos. O alto de um
pé de laranjeira servia de estúdio improvisado. Com sete anos a
leitura de jornais imitando grandes locutores como Milton Jung,
apresentador do então Correspondente Renner, na Radio Guaíba,
era uma pratica comum. Alguns anos depois, mais treinado, mas
ainda de brincadeira, a leitura de jornais no boteco do seu
Belarmino, na esquina da Rua Presidente Vargas com Miguel
Copatti, no Bairro Industrial, já rendia um refrigerante,
presenteado pelos freqüentadores que ao final da tarde iam até o
local para tomar um trago. Após a conclusão do primeiro
grau-hoje é ensino fundamental no Cyrino, a opção pelo curso de
Redator Auxiliar, no Liberato, ajudou muito a aprofundar a
vocação. O Jornal Imagem era editado pelos alunos do curso e
encartado na Folha Popular, aos domingos. Depois da passagem
pelo Exército, a brincadeira começou a virar profissão. Na Radio
Cultura em 1986, com Sergio Belmonte, no programa Atualidades
Esportivas, a primeira experiência, um estagio de 45 dias. Junto
com ela surgiu a oportunidade de trabalhar como revisor na Folha
Popular, que tinha Roberto Arrieta, como chefe de redação. Com o
futebol na cabeça e a frustração de não ter sido jogador de
verdade, surgiu à idéia de escrever uma coluna sobre futebol.
Nascia então "Em Cima do Lance" que durante muitos anos foi
publicada na Folha e também em Á Plateia.
Na
Radio Maratan, a convite de Waldir Penedo, iniciou a fase de
plantão esportivo. Como repórter de radio e jornal começava para
valer o exercício da profissão. A chefia de redação da Folha,
mais tarde de Á Plateia, na década de 90, abriram espaço para o
radio-jornalismo. Primeiro na Cultura, depois na Querência FM,
mais tarde na Maratan, que virou Cidade, na Cultura e novamente
na Maratan, que já abdicará do nome Cidade. Escrever para o
Correio do Povo e para Zero Hora em determinados momentos da
caminhada, além da grande responsabilidade representa uma
honraria profissional. Não menos interessante foi a experiência
como assessor de imprensa e comunicador oficial da Prefeitura,
na gestão do prefeito Elifas Simas, de 1993 a 1996. Entrevistas
com grandes personalidades da política como o atual presidente
da Republica, Luis Inácio Lula da Silva, o ex-presidente cassado
Fernando Collor de Melo, governadores como Leonel Brizola,
Antonio Britto, Alceu Collares, Olívio Dutra e Germano Rigotto,
foram passagens marcantes. No esporte também foram momentos
importantes entrevistas com técnicos como Telê Santana, Luis
Felipe Scolari e Zagallo, além de jogadores da qualidade de
Dunga, Ronaldo Fenômeno e Ronaldinho Gaúcho. Foram muitos
momentos, alguns bons e outros ruins, polêmicas, agressões, mas
principalmente muito carinho e respeito da comunidade,
representado pela audiência e a leitura. Depois de 37 anos das
primeiras leituras e 20 anos de profissão, a brincadeira virou
paixão se transformou em amor. É com este amor profissional que
nos entregamos a este blog.
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